Quanto nos vale um esforço

Quanto nos vale um esforço?
Vou perguntar de outra forma.
Será que vale a pena toda a dedicação mesmo sabendo que o poço que tentamos escalar é quase impossível de alcançar? Ou inalcançável mesmo…

Numa fase da minha vida deparei-me num ambiente destes. Fora do poço era tudo uma maravilha de facto. Mas dentro… Continue reading “Quanto nos vale um esforço”

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Que se lixe a paz

Todos procuramos o equilíbrio. Podemos chamar de paz, podemos rotular como alegria junto dos nossos ou até mesmo o isolamento. Todos temos o certo equilíbrio, cada um à sua maneira.
Isto normalmente acontece, ou procuramos, quando vivenciamos o bastante na nossa vida que nos levou a mandar muita coisa ir passear ao bilhar grande. E como tal surge um período em que apenas queremos pensar em nós. Ser um pouco egoístas vá, no sentido da palavra. Nada contra isso. Continue reading “Que se lixe a paz”

Aproveitem mais, fujam menos!

Há lá coisa mais hilariante que acordar ao lado da pessoa amada ao amanhecer, depois de uma grande noite de sono, após um dia estafante de trabalho em que mal tivemos tempo para comer mas houve tempo para acontecer de tudo e mais alguma coisa, e naqueles próximos 20 / 30 minutos ficarmos apenas na ronha a largar sorrisos e carícias enquanto fazemos pequenos relatos do dia anterior? Continue reading “Aproveitem mais, fujam menos!”

Pertences-me!

Não sou eu que o peço.
És tu que me o fazes sentir.
Contigo ou na tua ausência, perto ou distante, só ou acompanhada, desanimada ou alegre o teu olhar de mil palavras e de uma só linguagem esbate em mim e aquece-me os sentidos fervendo este sentimento de posse. Continue reading “Pertences-me!”

Mas o que eu quero é mais que um sonho

Há noites que nos pesam. Sentimos que nos tira todo o ar do peito… E sufocados com isso atiramo-nos para uma espécie de poço sem fundo criado pela nossa mente.
É uma batalha injusta, ingrata e estamos em desvantagem. Um autêntico handicap. Percorremos a cama, de um lado para o outro… Sem achar o que procuramos. Continue reading “Mas o que eu quero é mais que um sonho”

Eu só vinha dar-te uma prenda

Ela faz anos! Porra esqueci-me, ela faz anos!

Eram 18h e tinha saído tarde do trabalho e quando finalmente tive um tempo para agarrar o telemóvel reparo no lembrete que me alertara de manhã do aniversário dela. Oh meu deus, que vou comprar assim em cima do joelho? É verdade que não tinha sido convidado mas todos os anos tentava sempre oferecer qualquer coisa. Mas este ano não seria para oferecer qualquer coisa. Tinha que ser mais que isso. Continue reading “Eu só vinha dar-te uma prenda”

Estou maluco, sim, por ti

Estar apaixonado e estar maluco.
Ou…
Estar apaixonado é estar maluco.

Ambas servem. As coisas que fazemos quando este sentimento nos invade. Programamos coisas passo a passo, com o maior cuidado e requinte. Somos sublimes e geramos cor à nossa volta. Sentimo-nos energéticos, peito cheio e pronto a rebentar de palavras mimosas. Acordamos e nem adiamos o despertador. Deitamo-nos e sonhamos, sonhamos, sonhamos sem querer acordar. Continue reading “Estou maluco, sim, por ti”

A distância que me dá sede

Será sede a mais?
Não há dia que não acorde de boca seca ansiando a tua. São precisos precisos mais quantos dias nisto?
Parece um castigo.
De uma forma ou de outra estamos sempre num espaço só. Temos sempre um cantinho reservado. Mas há algo que nos castiga e nos impede de sentir tudo e nada ao mesmo tempo. Raio da distância. Continue reading “A distância que me dá sede”

Os 5 Sentidos (Parte 4 – Última)

Fui buscar novamente o pequeno chicote. Aproximei-me de ti mas fiquei nas tuas costas. Removi-te a venda. Ficaste momentaneamente cega pela iluminação, estiveste muito tempo vendada. Fiquei ainda uns segundos a apreciar a vista… A minha carne. Estavas demasiado afectada pelo orgasmo recente que não tinhas forças para te virares para trás. Passei a ponta do chicote no interior das tuas pernas arrepiando-te toda. Estavas tão sensível que o gemido que produziste me confundiu entre prazer e dor. Fiz um gesto com o chicote para que afastasses as pernas. Àquela distancia conseguia perceber o quão molhada estavas… Projectei uma ligeira pancada no interior de uma das tuas pernas… Continue reading “Os 5 Sentidos (Parte 4 – Última)”

Os 5 Sentidos (Parte 3)

Peguei na vela que estava acesa desde que chegamos, já estava a arder há uns bons minutos, notava-se pela quantidade de cera liquida acumulada. Apaguei a vela e soprei o fumo gerado pelo pavio queimado para cima de ti. Queria que sentisses o cheiro, o medo do que aí viria. Automaticamente todos os teus músculos ficaram tensos. Sabias. Continue reading “Os 5 Sentidos (Parte 3)”

Os 5 Sentidos (Parte 2)

No ponto como eu queria. Puxei-te para o sitio onde estavas inicialmente. Com a tesoura, gentilmente, cortei as alças do soutien e a parte de trás. Removi o que sobrou. Voltei com a caminhada, dirigi-me até às tuas costas e pousei as minha mãos nos teus ombros. Estavas gelada e o calor da minha pele acomodou-te.

– Ajoelha-te. – Disse num tom monocórdico.

– Hm…? – Questionaste.

– Exactamente o que ouviste! – Frisei. Continue reading “Os 5 Sentidos (Parte 2)”

Os 5 Sentidos (Parte 1)

E hoje será assim.

Serás castigada. Punida. Cedida à tortura e ao prazer.

De olhos vendados faço-te entrar numa sala. Deixo apenas que dês três passos para a frente e ordeno que ali fiques. Tinhas entrado no meu mundo, no meu inferno, onde os meus demónios estão acorrentados e sedentos da tua carne. Carne essa que tinha que ser punida. Aqui, neste espaço eram os meus pecados que imperavam. O quarto não tinha nome. Nem iria passar a ter. Apenas os momentos ali vividos é que tinham um titulo. Noites de Pecado. Irias ficar a conhecer a razão. Todos os corpos que ali passavam deixavam parte da sua alma ali, aprisionada. O desejo. A fome. A dor. Continue reading “Os 5 Sentidos (Parte 1)”

A Vizinha da frente 5

Estava ansioso para chegar a casa. Sentia-me sujo e cansado. Dia de loucos e como se não bastasse tinha acordado atrasado o que me dificultou o trabalho que tinha para o dia. Não tive paciência para aguardar pelos transportes, era hora de ponta, céu meio nublado a pedir chuva e consegui imaginar na perfeição o quão cheio viriam os autocarros. Fui a pé.

Quase na chegada a casa observei a janela da vizinha do prédio da frente. Desde o último aparato nunca mais a vi, nem a observei como habitual.

Estaria ausente? Tinha ido embora? O que era feito dela?

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A Vizinha da frente 4

“…Campainha…”

Quem estaria a tocar-me à porta a esta hora? Eram 01:20 da manhã e já estava a dormir à umas horas. Pensei em não me levantar, para além de não me apetecer não sabia quem era e provavelmente alguém bêbado estaria a tocar à porta errada.

Mantive-me na cama. Nem cinco minutos tinham passado e voltaram a tocar. Já chateado e irritado levantei-me disparado para atender a porta e a caminho dei um encontrão na mesa da sala magoando-me na perna. Estava meio tonto por me ter levantado rápido. Cheguei à porta e abri. Continue reading “A Vizinha da frente 4”

MissKitty, espero que não nos mates

100Modos

Nem era tarde nem cedo. Estávamos na véspera do aniversário da MissKitty e queríamos preparar um presente para a deixar babada e toda contente da vida. Comigo estava a VickyM que tinha vindo tratar de uns assuntos e se cruzou comigo, aproveitei para partilhar. Assim que lhe falei na ideia mostrou-se inteiramente disponível para colaborar. Por ela era um banquete cheio de coisas boas e muito bom vinho pronto a beber, música ambiente e com karaoke no fim. Mas não podíamos, pelo menos não nesta fase e sem mais dias de manobra. Na véspera, encontrei-me com a VickyM na esplanada ao sabor de uma bela cerveja preta aconchegados com o calor do fim da tarde que nos aquecia a pele… E não só. Continue reading “MissKitty, espero que não nos mates”

Soldado

Lá íamos nós marchando ao sabor da canção, focados e ansiando o que ia vinha.
Querendo ou não o dever chamava por nós e agora era tarde para pensar em fugir ou regressar. Foi o que jurámos fazer e é o que faremos cumprir.

Olhei para ele e notei-o motivado. Ele estava louco por isto, sempre quis defender a pátria sem qualquer receio. Ao contrário de mim. Tinha que admitir, nestes momentos, ficava nervoso. Tão nervoso que muitas vezes tinha que fugir do grupo para ir à casa de banho. Os nervos não tinham piedade de mim. Continue reading “Soldado”

O calor que emanas em mim

Tens um poder sobre mim que não sei explicar, apenas sentir. E sinto-o mesmo.
Poderia dizer que me enches o peito, que me fazes sorrir, que me deixas desamparado e atrapalhado sem conseguir pensar direito.

Poderia. Mas se fosse só isso…

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Sim, também choro. E então?

E com orgulho. Porque prezo e tenho medo. Algum problema em se sentir medo em perder algo que amamos?

Esse conceito de que um homem não chora é a maior parvoíce que já ouvi.

Todos nós tivemos passados complicados. Uns mais que os outros como é óbvio. E não diminuindo qualquer um deles, cada um de nós lidou com os mesmos à sua maneira. Com stress, com paciência, com raiva, com vontade de enfrentar o desafio, desistindo, procurando ajuda, partilhando a dor com alguém ou até mesmo a chorar para libertar aquela tensão tramada e pesada que habitava em nós.  Também admito que nem sempre aliviava. Por vezes ainda me afundava mais. Continue reading “Sim, também choro. E então?”

Pai, muito mais que uma palavra

Deve ser magnifico, mágico diria.
Nada se compara à força de uma mãe mas a vontade de um Pai é algo soberbo.
Uma delas já a tenho. A vontade. Falta mesmo só ser Pai.

Tirando as horas de nervosismo na maternidade, o stress que se gerou a conduzir até ao hospital, as marcas de guerra durante o período de gravidez em lidar com as alterações de humor… é um autentico contra relógio de emoções para ver aquele ser que é parte de nós. Continue reading “Pai, muito mais que uma palavra”